Inteligência artificial (IA) no marketing: aplicações + benefícios
Publicado em 28 de julho de 2026/Última edição em 28 de julho de 2026/10 leitura mínima


Equipe Braze
A inteligência artificial (IA) no marketing revoluciona a forma como as empresas fortalecem a conexão com os consumidores. Isso porque a sua integração permite que as marcas ofereçam experiências personalizadas em escala, otimizem as operações, automatizem processos e tomem decisões com base em dados.
Aliás, um relatório do Google Cloud revela que 74% das empresas que adotaram IA generativa obtiveram retorno sobre investimento (ROI) no primeiro ano de implementação. Portanto, essa tecnologia é cada vez mais essencial para quem busca se destacar no mercado e melhorar o desempenho em um ambiente altamente competitivo.
No Brasil, a realidade não é diferente: 99,4% das empresas apresentam algum grau de digitalização em suas atividades, conforme pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso, o estudo aponta que 41,9% das indústrias brasileiras utilizaram sistemas inteligentes em 2024, o que evidencia a importância das ferramentas tecnológicas para aumentar a produtividade.
Quer saber mais? Neste texto, vamos explicar o que é inteligência artificial (IA), quais são as suas aplicações e como as funcionalidades da Braze IA podem ser a solução para o seu negócio.
Boa leitura!
O que é inteligência artificial (IA)?
É o campo da computação que desenvolve sistemas capazes de realizar tarefas que exigem inteligência humana, como aprender com dados, resolver problemas, reconhecer padrões e tomar decisões. Essa tecnologia permite automatizar processos, personalizar experiências e otimizar o desempenho em diversos setores, como saúde, finanças e marketing.
Para entender melhor, imagine que as interações do consumidor no seu site são continuamente registradas por um sistema. Na sequência, entra em ação o machine learning (aprendizado de máquina), um dos subcampos da IA. Essa tecnologia processa grandes volumes de dados e identifica preferências relevantes em relação à experiência do cliente para possibilitar recomendações personalizadas.
Já o deep learning utiliza redes neurais mais profundas para lidar com tarefas complexas, como o reconhecimento por voz ou a identificação de imagens. Um exemplo da sua função é quando um assistente virtual compreende uma pergunta enviada pelo usuário.
Juntos, a inteligência artificial (IA), o machine learning e o deep learning formam um ecossistema capaz de transformar dados em insights estratégicos. O resultado é uma tecnologia precisa e eficiente para impulsionar o marketing digital dos negócios.
Quais são os tipos de inteligência artificial (IA)?
Existem 4 principais:
- Inteligência Artificial Limitada (ANI): é a forma mais comum, responsável por executar tarefas específicas com base em programas predefinidos. Exemplos incluem assistentes virtuais e chatbots;
- Inteligência Artificial Geral (AGI): sistemas capazes de aprender, compreender e aplicar conhecimentos em diferentes contextos, de forma semelhante à inteligência humana;
- Superinteligência (ASI): representa uma IA hipotética que supera a inteligência humana;
- Inteligência Artificial Generativa: cria novos conteúdos, como textos, imagens e vídeos.
Agora que você conhece os tipos de inteligência artificial (IA), é hora de entender como essa tecnologia funciona na prática.
Como funciona a inteligência artificial (IA)?
A IA opera em seis etapas:
- Coleta e preparação de dados para organizar as informações captadas;
- Escolha do modelo que será aplicado;
- Treinamento e validação para identificar a capacidade de processamento;
- Avaliação e ajustes conforme métricas específicas de desempenho;
- Inferência em produção para geração de respostas;
- Monitoramento e melhoria contínua.
Entenda os detalhes em seguida.
1. Coleta e preparação de dados
Essa é a base de como funciona a inteligência artificial (IA). Aqui, as informações são coletadas a partir de diversas fontes, como bancos de dados, sensores, formulários, imagens, textos e interações digitais.
Em seguida, ocorre a preparação, fase que envolve limpeza (remoção de erros, de duplicidades e de dados inconsistentes), padronização e organização das informações. Assim, o modelo aprende comportamentos relevantes e evita interpretações equivocadas.
Leia também: Ingestão de dados: veja como funciona na plataforma da Braze
2. Escolha do modelo
Com os dados prontos, é necessário definir qual modelo de IA será utilizado. Essa escolha depende do tipo de problema a ser resolvido, como classificação, previsão, reconhecimento de padrões ou geração de conteúdo.
Modelos mais simples podem ser suficientes para tarefas diretas, enquanto problemas complexos exigem arquiteturas mais avançadas. Lembre-se de que a escolha correta impacta diretamente a eficiência operacional e a qualidade dos resultados.
3. Treinamento e validação
No treinamento, o modelo aprende a partir dos dados e ajusta seus parâmetros internos para reconhecer padrões e relações. Já a validação serve para verificar a capacidade de processamento de novas informações.
4. Avaliação e ajustes
O desempenho do modelo é avaliado conforme métricas específicas, como precisão e taxa de erro. Com base nesses resultados, ajustes são realizados, como a mudança de parâmetros e a inclusão de novas configurações. Essa etapa é essencial para refinar a IA e garantir que a tecnologia atenda aos requisitos técnicos e de negócio.
5. Inferência em produção
Quando o modelo atinge um desempenho satisfatório, ocorre sua produção. Nessa fase, a IA aplica o que aprendeu para tomar decisões ou gerar respostas em tempo real. É aqui que a tecnologia efetivamente entrega valor ao recomendar produtos, reconhecer imagens ou automatizar dados.
6. Monitoramento e melhoria contínua
O comportamento do modelo precisa ser monitorado continuamente para identificar quedas de desempenho, mudanças no padrão dos dados ou possíveis vieses. Com base nesse acompanhamento, a inteligência artificial pode ser ajustada para continuar eficiente e alinhada às necessidades ao longo do tempo.
Leia mais: Identificação de usuários: como funciona e por que importa?
Quais são as aplicações da inteligência artificial (IA) no marketing?
Suas aplicações incluem:
- Segmentação preditiva para aumentar conversões;
- Sistemas de recomendação que impulsionam a personalização;
- Automação da tomada de decisão estratégica;
- Otimização do envio de campanhas, como ações de e-mail marketing;
- Chatbots e assistentes virtuais;
- Lead scoring inteligente;
- Modelos de atribuição avançados;
- Previsão de churn e Lifetime Value (LTV).
Saiba mais a seguir.
1. Segmentação preditiva
A IA analisa grandes volumes de dados comportamentais, demográficos e transacionais para identificar padrões de consumo e prever quais públicos têm maior probabilidade de conversão. Com isso, as marcas conseguem criar segmentações mais precisas e que são atualizadas automaticamente conforme as mudanças de comportamento do usuário.
De acordo com um estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a análise de dados em larga escala permite substituir escolhas baseadas apenas na intuição por decisões orientadas por evidências estatísticas. Consequentemente, o processo de segmentação fica mais confiável e escalável.
2. Sistemas de recomendação
Uma pesquisa da Revista FT aponta que a aplicação de técnicas avançadas de IA possibilita a adaptação em tempo real dos sistemas de recomendação às preferências do usuário. Inclusive, o artigo destaca que essa funcionalidade é uma das principais aplicações da inteligência artificial (IA) no marketing, pois promove:
- aumento de engajamento;
- fortalecimento do relacionamento entre marca e consumidor;
- jornada do cliente mais dinâmica e relevante;
- personalização em escala.
3. Automação da tomada de decisão
A automação da tomada de decisão com IA permite a execução de tarefas rotineiras e de fluxos de trabalho complexos de forma mais rápida, consistente e com menor incidência de erros. Ao mesmo tempo, a tecnologia gera análises avançadas e insights estratégicos para possibilitar decisões mais assertivas.
Além disso, a inteligência artificial contribui para a otimização de processos ao melhorar a alocação de recursos, ajustar campanhas em tempo real e responder com agilidade às mudanças do mercado.
4. Otimização do envio de campanhas
Com algoritmos de aprendizado de máquina, a IA identifica os melhores horários e canais para impactar cada usuário, seja por e-mail marketing, push notification, WhatsApp ou SMS. Essa otimização pode aumentar taxas de abertura, cliques e conversão, o que reduz desperdício de mídia e aprimora a experiência do consumidor.
5. Chatbots e assistentes virtuais
Segundo o Mapa do Ecossistema Brasileiro de Bots 2025, já existem mais de 150 mil bots em operação no Brasil, responsáveis por 269 milhões de sessões mensais e 4,76 bilhões de mensagens. Os dados evidenciam, assim, a consolidação desse canal na relação entre marcas e consumidores.
Nesse cenário, chatbots e assistentes virtuais baseados em IA deixaram de ser apenas ferramentas de atendimento e passaram a desempenhar um papel estratégico no marketing. Afinal, essas soluções oferecem respostas contextualizadas, escalam o relacionamento com o público e reduzem custos operacionais, ao mesmo tempo que melhoram a experiência do cliente.
6. Lead scoring inteligente
A IA avalia automaticamente o nível de interesse e o potencial de conversão de cada lead ao considerar múltiplas variáveis, como comportamento no site, engajamento com conteúdos e histórico de interações. Dessa forma, as empresas podem priorizar contatos mais qualificados e alinhar melhor as estratégias entre marketing e vendas.
7. Modelos de atribuição avançados
As ferramentas de inteligência artificial conseguem analisar jornadas complexas e a omnicanalidade para identificar o real impacto de cada ponto de contato. Assim, o marketing passa a entender melhor quais canais, campanhas e formatos geram mais valor, o que permite a otimização de investimentos e estratégias.
8. Previsão de churn e Lifetime Value (LTV)
Com base em dados históricos e comportamentais, a IA prevê quais clientes têm maior risco de cancelamento (churn) e quais tendem a gerar maior valor ao longo do tempo (LTV). Essas previsões ajudam a direcionar ações de retenção e fidelização de maneira mais assertiva e proativa.
Aliás, essa é uma das aplicações da inteligência artificial (IA) no marketing mais importantes. Isso porque é muito mais caro adquirir novos clientes do que reter os existentes. Conforme estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o custo de aquisição pode ser 5 a 7 vezes maior do que o custo de retenção, o que leva empresas a priorizarem reduzir churn para melhorar a rentabilidade.
Quais são os benefícios de usar a inteligência artificial (IA) no marketing?
A IA promove hiperpersonalização em escala e otimização do tempo e da produtividade para as equipes de marketing, o que impacta a conversão e experiência do cliente. Além disso, permite analisar grandes volumes de dados, prever comportamentos, automatizar campanhas, melhorar a segmentação do público e aumentar a eficiência das estratégias.
Não à toa, 8 em cada 10 profissionais que atuam no marketing já adotam alguma ferramenta de IA em suas atividades de trabalho, segundo pesquisa do IAB Brasil em parceria com a Nielsen. O estudo indica que 80% dos respondentes observaram aumento da eficiência, enquanto 68% destacaram melhora na velocidade dos processos do dia a dia devido ao emprego dessa tecnologia.
Bom, agora que você já sabe quais são os benefícios de usar a inteligência artificial (IA) no marketing, chegou o momento de conhecer as soluções da Braze para o seu negócio!
Funcionalidades da Braze IA: potencialize a hiperpersonalização em escala
A inteligência artificial (IA) no marketing deixa de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar um pilar estratégico quando aplicada de forma integrada à jornada do cliente. Nesse contexto, a Braze AI Decisioning Studio se destaca ao permitir que as marcas criem, personalizem e otimizem experiências em escala, mesmo em grandes bases de usuários.
Além disso, a solução utiliza machine learning para automatizar testes, prever resultados e determinar, em tempo real, quais mensagens e canais têm maior probabilidade de gerar engajamento e conversão. Conheça as principais vantagens para o seu negócio:
- otimização contínua da jornada do cliente, com decisões automatizadas baseadas em dados comportamentais e históricos;
- previsão de mensagens vencedoras para aumentar a eficiência das campanhas e diminuir desperdícios;
- testes avançados, incluindo variações de canal, conteúdo, timing e formato, sempre com aprendizado contínuo;
- geração de testes A/B instantaneamente.
Ao centralizar inteligência, automação e experimentação em uma única plataforma, a Braze permite que equipes de marketing avancem de execuções manuais para uma atuação verdadeiramente estratégica. Agende uma conversa com o time comercial e descubra como potencializar a hiperpersonalização em escala do seu negócio!
FAQ
Qual é a diferença entre IA, machine learning e deep learning?
IA é o campo amplo que cria sistemas capazes de simular a inteligência humana, enquanto machine learning é um subcampo da IA que aprende com dados. Por fim, deep learning é um tipo de machine learning baseado em redes neurais, ideal para reconhecer padrões complexos em grandes volumes de informações.
Quais são os desafios ao implementar IA no marketing?
Garantir a qualidade e a integração dos dados, lidar com custos de implementação e superar a escassez de profissionais qualificados são as principais questões. Além disso, a implementação requer que as empresas atendam às exigências de privacidade e conformidade conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Como a IA se relaciona com a LGPD?
A IA deve respeitar a proteção e o uso responsável de dados pessoais. Portanto, sua aplicação deve garantir consentimento, transparência e segurança no tratamento das informações coletadas. Além disso, os algoritmos devem respeitar a finalidade dos dados, minimizar vieses e exigir consentimento sobre decisões automatizadas.
É preciso ter muitos dados para começar a usar IA no marketing?
Não, pois com dados básicos, como informações demográficas, comportamentais e transacionais, é possível realizar sua aplicação. Dessa forma, você já consegue personalizar campanhas, otimizar anúncios e melhorar a experiência do cliente. O importante é usar a IA para extrair insights à medida que a estratégia evolui.
Como medir o impacto da IA no funil de vendas?
Analise métricas como taxa de conversão, custo de aquisição de clientes (CAC), valor do tempo de vida do cliente (LTV), churn e tempo de ciclo de vendas. Compare resultados antes e depois da implementação, identifique ganhos em personalização e utilize testes A/B para comprovar a eficácia da IA.
Tags relacionadas
Be Absolutely Engaging.™
Cadastre-se para receber novidades regulares da Braze.
Conteúdos relacionados
Artigo6 leitura mínima12 vantagens da enquete para clientes que você deve conhecer
22 de outubro de 2026
Artigo8 leitura mínimaDisparo de SMS na estratégia de marketing: saiba como adotar
22 de outubro de 2026
Artigo10 leitura mínimaVeja como reduzir churn de assinaturas na prática com a Braze
22 de outubro de 2026