Make or buy: o que é e quando usar a estratégia?

Publicado em 25 de julho de 2024/Última edição em 28 de novembro de 2025/11 leitura mínima

Make or buy: o que é e quando usar a estratégia?
AUTOR
Equipe Braze

Make or buy: como decidir entre comprar e produzir?

O dia a dia de um negócio é repleto de decisões importantes para o seu funcionamento e uma das mais importantes é decidir entre comprar um insumo ou produzir por conta própria: a estratégia make or buy.

Esse procedimento não é uma mera formalidade. Na verdade, pode ajudar a reduzir custos, já que otimiza a distribuição e o uso dos recursos. Além do mais, afeta a produtividade e o planejamento estratégico.

Nas próximas linhas, você encontra um guia completo sobre essa estratégia, com explicação das vantagens e desvantagens de cada decisão e dos fatores que impactam a escolha. Para começar, confira o que é a estratégia make or buy.

O que é a estratégia make or buy?

É a análise que orienta a decisão entre produzir ou terceirizar a criação de certos insumos para a empresa, como o desenvolvimento de softwares. O processo considera diversos aspectos, como os custos envolvidos na fabricação, as necessidades do negócio e até a sua capacidade de produção.

Para facilitar o entendimento, explicamos logo abaixo o que é internalizar, que é este ato de produzir por conta própria, e o que é terceirizar, que é usar fontes externas para ter acesso aos bens de que necessita.

Também explicamos quais as vantagens e desvantagens de cada decisão. Continue a leitura para conferir.

O que é internalizar?

É quando a empresa resolve usar recursos próprios, não somente financeiros, mas também de profissionais qualificados e equipamentos, para produzir o que necessita. Por exemplo, pode ser decidir desenvolver internamente uma plataforma de análise de dados das vendas a fim de personalizar a experiência do cliente.

Essa escolha tem vantagens e desvantagens. Veja quais são as principais logo abaixo.

Quais são as vantagens e desvantagens de internalizar?

Entre as vantagens, temos:

  • maior controle sobre os processos, já que a organização é quem decide todos os aspectos da produção;
  • mais autonomia, pois não há uma dependência de uma equipe externa, o que ajuda no cumprimento dos prazos de entrega;
  • possibilidade de personalização, por ser possível alinhar as características com as necessidades da organização;
  • mais segurança, pois é mais fácil controlar o cumprimento das especificações da produção e também garantir a proteção da propriedade intelectual da empresa.

Já as desvantagens incluem pontos como:

  • alto custo inicial, pois é necessário comprar insumos, preparar o maquinário e ainda garantir a mão de obra;
  • menos flexibilidade de adaptar-se às mudanças no mercado, já que a organização precisa comprar mais insumos, preparar equipamentos e dedicar uma equipe, o que pode tomar bastante tempo;
  • dificuldade para diversificar o portfólio, por exemplo, além de uma plataforma de dados, produzir também um sistema para dar suporte à estratégia de CRM, devido aos custos e à sobrecarga da equipe.

O que é terceirizar?

É usar não somente a mão de obra, mas também os recursos de terceiros para produzir seus insumos. A ideia é delegar as tarefas para que uma companhia especializada fique encarregada de executar todas as tarefas necessárias para, no fim, entregar o que foi solicitado já pronto para o uso.

Terceirizar a produção também tem prós e contras, como os que você confere logo a seguir!

Quais são as vantagens e desvantagens da terceirização?

A lista de vantagens inclui pontos como:

  • redução dos custos iniciais, já que elimina os gastos com compra de insumos e máquinas;
  • mais escalabilidade, pois não há a necessidade de fazer novos investimentos, como a compra de máquinas e contratação de novos profissionais. Basta aumentar o plano com o fornecedor;
  • acesso a um time de profissionais especializados, capazes de produzir e entregar resultados com mais rapidez;
  • evita a sobrecarga da equipe interna, que pode focar a execução de tarefas mais estratégicas, no nosso exemplo, de analisar os relatórios para identificar tendências no comportamento de compra para implementar ações que aumentem o engajamento dos clientes.

Enquanto as principais desvantagens da terceirização são:

  • menos controle em relação aos processos e à qualidade das entregas;
  • risco de ficar dependente do fornecedor, o que pode prejudicar a cadeia de produção e a jornada do cliente em situações como o atraso nas entregas;
  • menos oportunidades de personalização, o que pode fazer com que as entregas não estejam 100% alinhadas às demandas.

Agora que você sabe quais são os prós e os contras de internalizar e terceirizar, continue a leitura, pois no próximo tópico explicamos quando usar a estratégia make or buy e, logo em seguida, o que considerar na hora de decidir!

Quando usar a estratégia make or buy?

Sempre que surgir uma nova necessidade comercial e a liderança precisar decidir se é mais vantajoso para a organização fazer a produção internamente ou terceirizar os processos. No geral, a estratégia é usada em situações em que é necessário desenvolver um software para atender a demandas específicas.

A verdade é que, se você está em uma função de liderança em tecnologia, provavelmente já se deparou com esse tipo de situação em algum momento, e é extremamente relevante no setor de tecnologia. Sabe por quê?

Na superfície, a resposta é fácil: ao se deparar com um problema, você pode comprar uma solução, criá-la ou não fazer nada. No entanto, o dilema make or buy é exclusivo das soluções tecnológicas. Poucas empresas debatem a construção de seus próprios aviões para transporte internacional, por exemplo.

A diferença está na percepção de que criar software é mais fácil do que outras tarefas complexas.

Muitas empresas têm equipes de TI, e criar internamente é uma forma econômica de manter a autonomia. Essa decisão atrai líderes de tecnologia que querem ter mais controle sobre os rumos do negócio, com mais segurança em um cenário muitas vezes desafiador.

Entretanto, a realidade é mais complexa. Muitas vezes, as organizações desenvolvem tecnologias que poderiam ter comprado sem entender completamente as implicações. Às vezes, dá certo, mas muitas vezes não.

No fim, é importante destacar que avançar com uma solução interna sem uma avaliação completa dos desafios pode representar riscos significativos para o sucesso comercial de longo prazo.

Para ajudar você na aplicação dessa estratégia, mostramos a seguir os fatores a considerar na decisão make or buy. Confira!

Comprar ou produzir: quais são os fatores a considerar na decisão make or buy?

Os quatro principais são:

  1. Alinhamento com o core-business para garantir que a solução contribua com a empresa;
  2. Facilidade para adquirir a solução para entender qual alternativa exige mais esforço;
  3. Necessidades da organização para que se alinhe ao que o negócio precisa;
  4. Custos totais, tanto em curto quanto em longo prazo.

Para fazer uma análise realista destes fatores, basta responder às quatro questões que preparamos para você abaixo.

1. Essa tecnologia está relacionada às suas competências essenciais?

A decisão de comprar ou produzir tecnologia depende da conexão da solução com as competências essenciais. Na prática, significa concentrar-se em projetos que contribuam diretamente para o negócio principal, o core-business.

Esse processo é necessário porque a criação de tecnologias não essenciais pode gerar divisão na equipe, o que leva a sentimentos de desvalorização e complica contratações, promoções e transições de equipe.

Essa distração também pode prejudicar a retenção e o crescimento, como explica Jamie Doheny, vice-presidente de serviços de tecnologia e chefe da equipe de engenharia da Braze.

Doheny ainda fala que muitos líderes de tecnologia optam por desenvolver tecnologias não essenciais para manter o controle, pois temem que uma compra possa minar sua autoridade e primazia.

No entanto, isso geralmente resulta em ineficiências e times sobrecarregados, o que prejudica os projetos de maior prioridade, aqueles que geram impacto real.

A verdade é que a maioria dessas organizações de tecnologia não tem pessoal suficiente, tem janelas de lançamento e ciclos de vida de projeto longos, e as partes interessadas precisam navegar por processos internos complicados para desenvolver com sucesso tecnologias não essenciais internamente.

Pense da seguinte forma: por que você tentaria criar um produto que já está prontamente disponível, quando poderia priorizar projetos que acrescentam imediatamente à sua proposta de valor principal e o diferenciam da concorrência?

Tenha em mente que promover a abertura e a colaboração com outros departamentos produz resultados melhores.

Permitir que outras equipes comprem ou desenvolvam tecnologias não essenciais beneficia a empresa como um todo. Os tecnólogos motivados prosperam quando trabalham em projetos ligados à força vital da empresa, e não em projetos paralelos arbitrários.

2. Essa tecnologia já existe e é fácil de comprar?

Em essência, o make or buy baseia-se em algumas suposições:

  1. sua organização tem os meios e a determinação para desenvolver a tecnologia;
  2. a tecnologia está disponível em um fornecedor externo e pode ser adquirida.

No entanto, Doheny explica que essas são apenas suposições. Às vezes, a tecnologia necessária não existe, o que torna essencial o desenvolvimento interno.

Outras vezes, até existe, mas é oferecida somente por alguns fornecedores de nicho, o que pode não ser a melhor opção devido à falta de concorrência. Porém, se houver um mercado robusto com muitas ferramentas concorrentes, a compra geralmente é a opção mais inteligente.

Para solucionar o dilema, Doheny diz: se muitas marcas importantes estiverem usando as ferramentas existentes com sucesso, isso indica as vantagens da compra. Esses fornecedores têm uma vantagem inicial, recursos dedicados e percepções do setor que podem faltar à sua equipe interna.

Eles podem usar o feedback diversificado dos clientes para iterar e otimizar rapidamente seus produtos.

“A verdade é que poucas tecnologias internas conseguem competir de verdade com essas vantagens. E é exatamente por isso que as maiores empresas tendem a comprar em vez de criar quando se trata de soluções que estão fora de suas competências essenciais”, completa.

3. Você precisa de uma solução de primeira linha ou apenas o básico?

Embora um fornecedor terceirizado geralmente desenvolva uma tecnologia melhor do que a de sua organização, nem toda solução precisa ser a melhor. Caso precise apenas de uma solução temporária e boa o suficiente, pode fazer sentido criar internamente, mesmo que existam produtos superiores.

Entretanto, se o mínimo necessário não atender às suas necessidades, a história é outra.

Criar produtos excelentes é um desafio. Sua organização pode criar um sistema funcional no tempo que leva para comprar e implementar o produto de um fornecedor, mas provavelmente não será o melhor da categoria sem uma dedicação significativa.

Pergunte-se: quantas pessoas você dedicará para criar sua própria solução de engajamento do cliente? Quanto de dinheiro será necessário para entregar um resultado satisfatório? Em quanto tempo a plataforma ficará pronta?

Vale ressaltar que criar uma solução de primeira classe é extremamente difícil e exige muitos recursos. Portanto, questione se o seu negócio realmente precisa desse tipo de sistema e também quais são os custos. Veja mais logo abaixo!

4. Você realmente entende o custo total de propriedade?

Não é segredo que o custo leva muitas empresas a escolher produzir em vez de comprar. No entanto, essa percepção costuma ignorar o investimento em longo prazo necessário para manter e aprimorar uma solução personalizada.

E este cenário já se repetiu várias vezes. O resultado é que marcas com soluções internas enfrentam ineficiências, especialmente com o rápido crescimento de usuários, o que leva à latência, à dívida técnica e a dados em silos.

A manutenção é contínua e pode se agravar com o tempo, o que aumenta o consumo de recursos valiosos e limita a inovação.

Já soluções de terceiros, como a Braze, oferecem vantagens distintas. Ao escolher a Braze, por exemplo, as marcas investem não somente em tecnologia, mas também em uma equipe global de gerentes e engenheiros de suporte, seis vezes premiada,

A verdade é que qualquer ferramenta, seja desenvolvida internamente ou adquirida de um fornecedor terceirizado, terá uma curva de aprendizado para os usuários finais.

Aproveitar ao máximo essas ferramentas já é um desafio para uma organização, e se não houver especialistas que possam ser consultados e processos em vigor para ajudar os novos usuários a se familiarizarem com as soluções, o processo se torna ainda mais complicado.

Estes custos também entram na lista, porque afetam o preço final do produto.

Como a Braze pode ajudar a sua empresa a crescer?

Com soluções inteligentes e uma equipe de especialistas preparada para ajudar os seus clientes na decisão entre make or buy. Os clientes da Braze têm acesso a profissionais como gerentes de sucesso do cliente e de integração que oferecem ajuda para configurações rápidas, práticas recomendadas e soluções personalizadas.

Esse suporte, combinado com nossa plataforma pronta para uso, significa um tempo de retorno mais rápido em comparação com as soluções internas, que exigem desenvolvimento interno.

Além disso, a Braze investe pesadamente em P&D, para se manter à frente da concorrência na área de engajamento do cliente ao sempre oferecer ferramentas inovadoras, completas e inteligentes, que incluem recursos como:

  • orquestração de dados;
  • segmentação de público;
  • orquestração da jornada do cliente;
  • integração de canais de marketing;
  • inteligência artificial para análise de dados em tempo real.

Entre em contato com a nossa equipe de vendas e veja tudo o que a Braze pode fazer pela sua empresa!


Conteúdos relacionados

Ver o blog

É hora de ser um profissional de marketing melhor