Análise Make or Buy: como tomar decisões estratégicas?

Publicado em 04 de novembro de 2024/Última edição em 12 de junho de 2026/9 leitura mínima

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Análise Make or Buy: como decidir agora? Guia estratégico

Análise make or buy se consolidou como um tema essencial para empresas que buscam diferenciação em um mercado altamente competitivo. Isso porque, à medida que a tecnologia evolui e assume um papel estratégico, os negócios precisam tomar decisões mais criteriosas.

Nesse contexto, surge a escolha entre desenvolver soluções internamente (make) ou adquirir ferramentas de terceiros (buy) para sustentar o crescimento, aumentar a eficiência e impulsionar a inovação.

Mas não pense que é uma decisão fácil; é preciso avaliar os recursos disponíveis, a maturidade das soluções do mercado e os objetivos de longo prazo.

Quer entender melhor o que é a análise make or buy, como funciona e em quais contextos aplicá-la?

A seguir, explicamos os principais conceitos, os contextos mais indicados e o passo a passo de como fazer a análise make or buy na prática

Vamos nessa? Boa leitura!

O que é a análise make or buy?

É o método que orienta a decisão entre desenvolver uma solução internamente (make) ou comprar uma solução pronta de terceiros (buy). A análise compara fatores que influenciam a tomada de decisão, como custo total, tempo de implementação, esforço da equipe, riscos envolvidos e impacto no dia a dia da operação.

Porém, além do preço, a decisão também precisa passar por perguntas objetivas: a empresa tem equipe e tempo para desenvolver? A solução precisa ser altamente personalizada? Existe risco de dependência de um fornecedor? A alternativa externa resolve o problema agora ou exige muitas adaptações?

Calma, não é preciso ter as respostas prontas, pois é necessário analisar o cenário. Por exemplo, empresas que precisam de controle total sobre dados, regras internas ou integrações específicas tendem a optar pelo desenvolvimento interno. Em contrapartida, a compra de soluções externas costuma ser mais adequada quando o objetivo é reduzir custos, ganhar velocidade e reduzir o esforço operacional.

A verdade é que não existe uma resposta certa a ser aplicada em todos os cenários. O caminho ideal depende do tipo de negócio, do momento da empresa e da importância daquela solução para a estratégia, o que torna essa análise fundamental para decisões mais conscientes e bem direcionadas.

A seguir, confira quando fazer a análise make or buy e como evitar escolhas precipitadas ou desalinhadas com a estratégia da empresa.

Quando fazer a análise make or buy?

A análise se torna necessária quando surge uma demanda relevante para a empresa, como a implementação de uma nova tecnologia, a expansão de operações ou a necessidade de ganhar eficiência em processos existentes. O objetivo é evitar decisões baseadas apenas em urgência ou percepção de custo.

O método também é indicado em momentos de crescimento acelerado, revisão do stack de tecnologias ou limitação de capacidade interna. Nessas situações, decidir sem critério pode gerar retrabalho, custos ocultos ou dependência excessiva de soluções inadequadas.

Aplicar a análise no momento certo ajuda a alinhar expectativas, priorizar investimentos e garantir que a escolha sustente a estratégia do negócio no médio e longo prazo, em vez de apenas resolver um problema imediato.

Leia também: “Omnicanalidade: definição, características e benefícios”

Como fazer a análise make or buy na prática?

A análise começa com a identificação do problema, seguida da comparação entre desenvolver internamente e comprar uma solução pronta. O processo avalia custo total, tempo de entrega, esforço da equipe, riscos, capacidade de integração e impacto na estratégia, garantindo decisões alinhadas às necessidades reais do negócio.

Gaiar Baimuratov, Head of Product and Technology na Lounge by Zalando, escreveu para Braze os sete pontos essenciais que orientam a decisão entre fazer ou comprar. Confira quais são a seguir.

1. Investigue quais soluções estão disponíveis

O primeiro passo em nosso processo decisório é sempre avaliar as soluções disponíveis no mercado. Se o mercado já oferece uma ferramenta que pode atender às nossas necessidades, talvez faça mais sentido comprá-la. Essas ferramentas prontas trazem o benefício de anos de desenvolvimento e um foco especializado que seria difícil e caro replicar internamente.

Por exemplo, quando quisermos melhorar nossa área de engajamento do cliente, analisamos o mercado e escolhemos a Braze como nossa plataforma de engajamento do cliente. Assim, conseguimos integrar nossos dados de campanha com tranquilidade, aproveitando os recursos avançados de segmentação e personalização da plataforma, sem a sobrecarga de desenvolver do zero.

2. Confira a possibilidade de conectar ferramentas de terceiros a sistemas internos

Um dos nossos princípios norteadores é criar interfaces que nos permitam aproveitar ao máximo as ferramentas externas que compramos. O processo envolve o desenvolvimento de conectores personalizados que integrem soluções externas, como a Braze, com os nossos sistemas internos, garantindo um fluxo de dados coeso e automatizado.

A Lounge acredita no poder das APIs. Ferramentas como a Braze são soluções que priorizam APIs, permitindo que nossas equipes automatizem tarefas, personalizem conteúdos e escalem de forma eficiente.

Nossos gerentes de campanha conseguem, inclusive, disparar campanhas sem interagir diretamente com a interface da plataforma, graças à nossa integração com o Contentful. A abordagem modular garante que cada componente do nosso stack de tecnologia funcione em conjunto de forma contínua.

Se precisarmos trocar uma ferramenta, conseguimos fazer isso de forma rápida e com o mínimo de interrupção.

3. Priorize a confiança acima de tudo

Independentemente do grau de perfeição da solução externa, confiança é inegociável. Na Lounge by Zalando, seguimos princípios rigorosos de privacidade de dados e confiança do cliente. Toda ferramenta que implementamos deve estar alinhada com nossos padrões de proteção de dados, especialmente na era do GDPR e outras regulamentações de privacidade.

Ao escolher nossa plataforma de engajamento do cliente, priorizamos sua capacidade de integrar-se de forma segura aos nossos fluxos de dados, respeitando a privacidade do cliente. A conformidade com as regulamentações de proteção de dados foi fundamental em nosso processo decisório, garantindo a otimização da personalização, mas sem fazer concessões relacionadas à conformidade.

4. Domínio é tudo

Acreditamos na especialização. Para garantir os melhores resultados, montamos equipes dedicadas em torno de áreas específicas de marketing. Esse foco radical em domínio permite que nossas equipes se tornem especialistas em suas áreas, garantindo que tenham a profundidade de conhecimento necessária para tomar decisões bem embasadas, seja sobre automação de conteúdos ou segmentação de público.

Ao se especializar, nossas equipes mantêm parcerias fortes com nossos departamentos de marketing e fornecedores externos, mantendo uma sintonia fina com nossos objetivos de negócios.

5. Aja como dono

Na Lounge by Zalando, trabalhamos com “cabeça de dono”: quem desenvolve é responsável pelo que criou. Por isso, a equipe responsável por desenvolver uma solução também assume total responsabilidade por seu desempenho contínuo. Não há propriedade compartilhada de código; detemos o controle total sobre todo o processo.

Isso foi fundamental em nosso trabalho com a Braze. Ao integrar totalmente a Braze com nossos sistemas e assumir a responsabilidade por cada etapa, criamos um nível de controle e eficiência que só acontece quando as equipes entendem não apenas como cada etapa funciona, mas por que cada etapa funciona de um determinado jeito.

Esse senso de responsabilidade impulsiona melhores decisões e garante que nossas ferramentas estejam fazendo exatamente o que precisam ser feito.

6. Desenvolva para crescer — com velocidade

Velocidade é importante. Em um mercado competitivo como o nosso, é fundamental poder escalar rapidamente sem sacrificar a eficiência. Quando desenvolvemos, não pensamos apenas nas necessidades atuais; olhamos para o futuro para garantir que nossos sistemas tenham a capacidade de lidar com o crescimento.

É por isso que nosso stack de tecnologia é modular. Desenvolvemos e integramos ferramentas capazes de acompanhar o crescimento, sem ter que reinventar a roda a cada expansão dos negócios. Essa mentalidade nos permite agir rapidamente, fazer ajustes com agilidade e manter o foco no que realmente importa: proporcionar benefícios aos nossos clientes.

7. Revise e recicle

A tecnologia muda rapidamente, por isso, revisamos nossos sistemas com regularidade. Essa avaliação constante nos mantém na vanguarda e faz com que nosso stack de tecnologia permaneça otimizado.

Essa mentalidade de “revisar e reciclar” mantém nossa tecnologia ágil e preparada para o futuro.

Afinal, quais as vantagens da análise make or buy?

A principal vantagem está em tomar decisões mais vantajosas, evitando escolhas baseadas apenas em urgência ou custo imediato. A análise ajuda a comparar cenários de forma objetiva, reduzir riscos operacionais e alinhar a decisão à estratégia do negócio, considerando impacto no curto, médio e longo prazo.

Ao aplicar essa análise de make or buy, fica mais fácil entender quando vale a pena desenvolver internamente e quando faz mais sentido comprar uma solução pronta. Cada caminho oferece benefícios específicos e limitações que precisam ser avaliadas antes da decisão final.

E para te auxiliar na tomada de decisão, dividimos as vantagens para fazer ou comprar. Confira a seguir.

Make or buy: vantagens de comprar

Comprar uma solução pronta tende a ser vantajoso quando o negócio não tem expertise interna ou precisa de resultados rápidos. Esse caminho reduz o esforço operacional e acelera a implementação, principalmente em áreas que não fazem parte do core da empresa.

Principais vantagens de comprar:
  • redução de custos com infraestrutura e contratação de equipe especializada;
  • acesso imediato a soluções maduras, já testadas pelo mercado;
  • mais agilidade para acompanhar mudanças e novas demandas;
  • menor exposição a riscos operacionais e trabalhistas;
  • foco do time interno em atividades estratégicas.

Make or buy: vantagens de fazer

Desenvolver internamente costuma ser a melhor opção quando a solução é crítica para o negócio ou exige alto nível de personalização. Esse modelo oferece mais controle sobre processos, dados e evolução da tecnologia ao longo do tempo.

Principais vantagens de fazer:
  • autonomia para definir prazos, fluxos e prioridades;
  • maior controle sobre qualidade e desempenho da solução;
  • personalização total conforme regras e necessidades internas;
  • redução de dependência de fornecedores externos;
  • alinhamento mais direto com a estratégia e a cultura da empresa.

Análise make or buy: quando a decisão é comprar, escolha a Braze

A decisão entre desenvolver ou comprar nem sempre é simples e, em muitos cenários, a dúvida faz parte do processo. No entanto, uma análise bem conduzida permite reduzir riscos e direcionar escolhas mais seguras, especialmente quando o objetivo é construir um stack de marketing escalável e adaptável.

Nesse contexto, a Braze se apresenta como uma escolha confiável para empresas que optam por comprar. A plataforma foi projetada para integrar dados, personalizar jornadas e orquestrar campanhas em escala, sem limitar a flexibilidade do time ou comprometer a evolução tecnológica do negócio.

Com arquitetura orientada a APIs e fácil integração com ferramentas e sistemas internos, a Braze apoia estratégias modulares e decisões de longo prazo, o que garante liberdade para evoluir o stack, ajustar processos e acompanhar mudanças constantes sem dependências rígidas ou retrabalho operacional.

Quer transformar a decisão de comprar em uma escolha segura? Fale com um especialista da Braze e veja como escalar o engajamento do cliente com flexibilidade, controle e confiança.

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