Guia sobre zero-party data: saiba para que servem os dados

Publicado em 09 de outubro de 2026/Última edição em 09 de outubro de 2026/5 leitura mínima

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Equipe Braze

O uso de zero-party data deixou de ser um diferencial e tornou-se uma estratégia super valiosa para empresas que desejam compreender mais profundamente as relações com os clientes. É por meio desses dados que a gestão consegue identificar tendências, comportamentos e realizar mudanças estratégicas em aspectos críticos do negócio.

O levantamento da Forrester comprova a afirmação. A empresa, responsável por cunhar o termo, identificou que cada vez mais as organizações investem em experiências simples e rápidas para capturar dados, especialmente por meio de enquetes, quizzes, pesquisas de satisfação e formulários interativos. Os objetivos dessa prática, comumente, são alinhar as recomendações de produtos e segmentar os consumidores.

Esses, aliás, são apenas alguns exemplos de como coletar zero-party data. Nesse conteúdo, vamos te guiar sobre os principais conceitos, benefícios e diferenças entre os termos mais comuns.

Vamos lá? Continue a leitura e entenda o que é zero-party data.

O que é zero-party data?

É o conjunto de informações que um cliente compartilha voluntariamente e de forma explícita com uma empresa. Diferentemente de dados coletados por rastreamento ou inferência, esses detalhes são fornecidos diretamente pelo consumidor, geralmente em troca de uma experiência mais personalizada, como recomendações de conteúdo personalizadas.

Apesar de ser um termo bastante difundido, é importante citar as diferenças entre zero-party data e first-party data. Isso porque, embora ambos tratem de dados dos clientes, a forma de coleta e uso de cada um pode divergir na prática.

Infográfico da Braze compara quatro tipos de dados: zero-party, fornecidos intencionalmente pelo cliente; first-party, gerados na plataforma da empresa; second-party, dados próprios compartilhados ou comprados; e third-party, coletados por empresas sem relação direta com o usuário.

Quais as principais diferenças entre zero-party data e first-party data?

Veja as diferenças entre os termos na tabela abaixo.

Aspecto

Zero-party data

First-party data

Origem

Informado voluntariamente pelo cliente.

Coletado a partir das interações do cliente.

Coleta

Direta e explícita.

Observacional

Consentimento

O cliente compartilha conscientemente a informação.

A informação é gerada pelo comportamento do usuário.

Tipo de informação

Preferências, interesses, intenções e expectativas.

Navegação, compras, cliques, engajamento e uso de produtos.

Pergunta que responde

"O que o cliente diz que quer?"

"O que o cliente realmente faz?"

Precisão sobre intenções

Muito alta.

Depende de interpretação e análise.

Forma de coleta

Enquetes, pesquisas, quiz interativo, centro de preferência, programa de fidelidade.

Navegação em sites e aplicativos, histórico de compras, interação com campanhas, comportamento no site/app, atendimento e suporte.

Em outras palavras, zero-party data são informações que o próprio cliente fornece voluntariamente, como preferência por produtos ou serviços, enquanto first-party data são detalhes que a empresa coleta a partir de interações do usuário em seus canais, como histórico de compra ou páginas visitadas.

Na prática, os dois tipos de dados são complementares. Você pode, por exemplo, considerar o interesse do cliente em roupas esportivas (zero-party data) e, com base em seu histórico de navegação (first-party data), recomendar itens específicos para sua prática favorita, como um tênis para corrida.

Ao alinhar suas estratégias, você consegue desfrutar dos benefícios de usar zero-party data no marketing. Ou seja, você consegue recomendar com mais assertividade e evitar investimento em campanhas com pouco potencial de conversão. Falamos mais sobre as vantagens a seguir.

Quais são os melhores benefícios de usar zero-party data no marketing?

As principais vantagens são:

  • personalização mais assertiva;
  • segmentação mais inteligente;
  • aumento das taxas de engajamento;
  • melhoria da experiência do cliente;
  • maior confiança e transparência;
  • dados mais precisos e confiáveis;
  • maior conformidade com a LGPD e outras regulamentações;
  • menor dependência de cookies de terceiros;
  • melhor desempenho das campanhas;
  • conhecimento mais profundo sobre os clientes.

Em um cenário de marketing orientado por privacidade, o zero-party data tornou-se uma das formas mais valiosas de entender clientes e criar experiências personalizadas com consentimento explícito. Em outras palavras, é uma medida que permite identificar o que o usuário quer para buscar formas de atendê-lo satisfatoriamente.

Para ilustrar melhor a importância do zero-party data, bem como os benefícios que vêm desses dados, veja o case da HBO Max. O serviço de streaming utilizou pesquisas via in-app messages para coletar dados sobre espectadores de franquias de sucesso.

Com essas informações, a plataforma criou jornadas do cliente personalizadas, com estratégia cross-channel para recomendações preditivas, personalizadas e baseadas no comportamento e interesse real de cada usuário. Dentre os ganhos da estratégia, a marca destacou a capacidade de reduzir o churn de streaming e o fortalecimento da fidelização dos assinantes.

No próximo tópico, falamos mais sobre as diversas formas para coletar dados corretamente.

Como coletar zero-party data sem desrespeitar a legislação?

Para coletar dados de forma segura, você precisa:

  • explicar detalhadamente por que os dados são coletados;
  • solicitar apenas as informações necessárias;
  • obter consentimento explícito;
  • oferecer valor em troca dos dados;
  • permitir atualização das preferências;
  • garantir transparência sobre o tratamento das informações;
  • proteger os dados coletados;
  • facilitar o exercício dos direitos do titular.

A transparência é a chave para coletar dados. Ao seguir essas etapas, a empresa consegue construir uma boa base de dados, fortalecer a confiança dos clientes e desenvolver estratégias de personalização alinhadas às exigências de privacidade e proteção de dados.

Dessa forma, mais do que construir estratégias de valor, você desfruta de ganhos diretos em fidelização e engajamento, uma métrica fundamental para a evolução de negócios, conforme o Relatório de Engajamento do Cliente de 2026.

Como a Braze apoia a coleta e uso de zero-party data nas empresas?

Braze oferece recursos que ajudam empresas a coletar, centralizar, analisar e ativar dados em diferentes canais de comunicação. Assim, as marcas conseguem transformar preferências individuais e informações compartilhadas voluntariamente pelos usuários em experiências mais completas, relevantes e personalizadas em todas as etapas da jornada do cliente.

A plataforma permite criar pontos de coleta de zero-party data diretamente nos canais mais utilizados pelos consumidores para que a companhia aplique enquetes, pesquisas de satisfação, quizzes, formulários de preferência e questionários de onboarding.

Dessa forma, a organização conquista:

  • segmentação avançada baseada em preferências declaradas;
  • personalização omnichannel;
  • automação de jornadas baseadas em interesses;
  • integração entre dados de diferentes fontes;
  • gestão de preferência e consentimento.

Tudo numa plataforma única, completa e 100% pensada para o seu negócio.

Dê o próximo passo: fale com nosso time de especialistas e veja, na prática, como a Braze ajuda a lidar com zero-party data!

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